1 de abr. de 2010

Ausente de mim mesma

Faz tempo que não posto nada.
Mas acredito que o privilégio do meu descaso não seja somente deste blog que resolvi criar.

Ando meio anestesiada.
Há alguns dias (que na minha concepção parecem eternos) estou num mundo paralelo.
Não usei nenhum tipo de dorgas, acreditem.

Antes tudo isso fosse efeito de dorgas. Pelo menos saberia que hora ou outra, ia passar.

Não estou nem com inspiração de publicar minhas cartas melancólicas.
Fica apenas um poema do grande Vinícius de Moraes:



"Eu te peço perdão por te amar de repente
Embora o meu amor seja uma velha canção nos teus ouvidos
Das horas que passei à sombra dos teus gestos
Bebendo em tua boca o perfume dos sorrisos
Das noites que vivi acalentado
Pela graça indizível dos teus passos eternamente fugindo
Trago a doçura dos que aceitam melancolicamente.
E posso te dizer que o grande afeto que te deixo
Não traz o exaspero das lágrimas nem a fascinação das promessas (...)"