18 de fev. de 2010

Arrumando as malas...

Desconheço a razão de estar escrevendo para você. Entretanto, já é fácil perceber que isto não possui início, meio e tampouco fim.

Assim como nós. Uma fantasia que, por influência da paciência e afeto que ambos nutrimos, foi dando certo. E assim espero que seja e permaneça.

Vou embora com o choro oprimido e a garganta latejando. Os olhos marejados e o coração partido.
Apenas esperando sentir uma "ausência presente", como diria @FelipeVoigt...

Ainda me questiono sobre os propósitos da vida. Não é justo ter que partir e deixar parte de mim! Entretanto, você veio completar um vazio tão grande...

Tudo que precisei encontrei na tua presença.
Mas como havia dito no início deste desabafo, talvez não haja fim...

Minha vista já está turva pela quantidade de lágrimas que meus olhos acolhem.

Sentirei sua falta.

Mas deixo com você um pouco de mim, para que não se esqueça do quanto te gosto.

17 de fev. de 2010

Cheers!

Um novo post, meio atrasado eu diria.

O brinde foi ontem, mas estava sem condições de escrever qualquer coisa que não envolvesse meus secretos deletérios...

Abaixo segue "mais uma carta de amor". Sem destinatário, desta vez...


"Escrevo porque anseio dissipar meus pensamentos.
Apenas para servir de instrumento a outros que possam seguir o mesmo caminho.

Hoje prefiro ficar só.

Esquecer que faço parte de muitas situações, de muitas lembranças. Hoje, meu desejo se resume a ficar sozinha.
Sozinha de mim, em pleno silêncio e sem a atroz paixão que me deixa sem tato, sem sentidos para viver com cautela. Aquela paixão que me devora e leva consigo todo o bom senso que necessito para seguir adiante.

É por isso que me vejo com os pés fincados no chão, acorrentada pela minha mente e meu espírito. Devastada por sentimentos controversos.

Se a chuva cai lá fora, sinto o peso de uma tempestade aqui no peito apertado.
Não sei bem onde quero chegar, onde quero ir.

Mas anseio que a minha voz e meu grito de dor alcancem as mais tórridas lembranças que você tem de mim.

Peço que as esqueça. Que se esqueça completamente de mim, por não suportar mais o peso e a responsabilidade de ser um porto seguro.

É mais fácil caminhar sozinha.
Vazia.
Sem rumo.

Apenas esqueça, para que sua lembrança não me traga de novo à vida.
Não suportaria reviver o passado.

A saudade fez de mim um ser complexo, esculpido pelas tormentas de um destino zombeteiro.
Por favor, não me aprisione. Eu preciso continuar a seguir o meu caminho e me libertar destas lembranças que devastam meu peito.

Peço que me deixe partir.

Porém ainda tem tanta coisa a ser dita por esse choro oprimido...

Liberte-me.

Permita que eu rompa em lágrimas desesperadas. Não suporto mais as tristezas e dúvidas que me rodeiam.

Deixe-me seguir em frente."

E por aí vai...

15 de fev. de 2010

Insônia

De uns dias pra cá, minha insônia se tornou ponto de partida para desabafos intermináveis.
Eis o primeiro deles.
Este teve destino, chegou às mãos do recepetor e para minha sorte e felicidade foi bem interpretado:

"Sim, eu estava devendo um "boas vindas" a você.
Não pretendo me justificar, dizendo que "não tem nada haver, fica tranquilo que não estou cobrando nada de você", porque já estou demasiadamente amarga e disposta a novas "decepções".


O que escrevo aqui, meu amigo e querido (não necessariamente nesta mesma ordem de prioridade), é mais um devaneio de uma inconsequente e solitária noite não-sóbria.


E sim, estou bêbada de fato, e o que se segue são alguns desvairos que vêm à tona com força o suficiente para não temerem minhas ordens de quietude.
Deveria escrever mais vezes bêbada. Para o meu próprio bem...


A música embala e acolhe as dores mais profundas do meu âmago. Procure "Stormy Weather", da Etta James, talvez você compreenda, através dessa voz magnifíca, como me sinto.


É um sábado a noite... Mas cá estou eu, sozinha e brindando às futuras situações que o breve viver nos proporciona!


Troco de cigarros. O meu, tão companhiero, e o LA de cereja e menta, que me ensinou este caminho tortuoso do vício.
O copo sempre cheio, que custo a acreditar que sou eu mesma que me sirvo.


Hoje o dia foi agradável e maravilhosamente incrível.
Ver seres amados felizes já nos desperta uma breve sensação de conforto.
Mas a minha própria condição é sempre tão melancólica...
É por isso que admito pra você (ou será só pra mim?) que me sinto frustrada... Frustrada com a minha atual condição e como poderia ser tudo tao diferente... Talvez um pouco morta, como se visse a vida se esvaindo entre meus dedos tão cerrados... São os malditos "E se..?" que ecoam em minha cabeça...


Desculpe por escrever assim, sem limites e muitas vezes metaforicamente. Acho que talvez as metáforas estejam tão subentendidas neste texto que chegam a ser imperceptíveis, mas enfim...


Acho que não haveria melhor pessoa para escrever assim, deliberadamente como para você. por uma única razão: nos conhecemos e temos um carinho mto grande um pelo outro, mas nada que seja comprometedor o suficiente pra eu me fechar num casulo, como sempre faço. O simples motivo disso é que: não tenho medo de perder aquilo que não "possuo".
Se é que você me entende...


Na verdade, acordei cedo hoje, mas existe algum mecanismo fisiológico que me priva de dormir antes das 3h da manhã...
E pelo relógio que eu mesma me impus, ainda faltam 40 minutos.
40 minutos de cerveja, cigarros e deletérios imaginários,  que crio e me envolvo, como para ver o tempo passar mais depressa.


Faltou você aqui.
Faltou os dois juntos.
Gosto da sensação que a tua pele me traz.
Gosto do seu cheiro, do seu beijo, da sua língua devagar e maliciosa.


Enfim...
(suspiros...)




Beijos, muitos beijos..."