Um novo post, meio atrasado eu diria.
O brinde foi ontem, mas estava sem condições de escrever qualquer coisa que não envolvesse meus secretos deletérios...
Abaixo segue "mais uma carta de amor". Sem destinatário, desta vez...
"Escrevo porque anseio dissipar meus pensamentos.
Apenas para servir de instrumento a outros que possam seguir o mesmo caminho.
Hoje prefiro ficar só.
Esquecer que faço parte de muitas situações, de muitas lembranças. Hoje, meu desejo se resume a ficar sozinha.
Sozinha de mim, em pleno silêncio e sem a atroz paixão que me deixa sem tato, sem sentidos para viver com cautela. Aquela paixão que me devora e leva consigo todo o bom senso que necessito para seguir adiante.
É por isso que me vejo com os pés fincados no chão, acorrentada pela minha mente e meu espírito. Devastada por sentimentos controversos.
Se a chuva cai lá fora, sinto o peso de uma tempestade aqui no peito apertado.
Não sei bem onde quero chegar, onde quero ir.
Mas anseio que a minha voz e meu grito de dor alcancem as mais tórridas lembranças que você tem de mim.
Peço que as esqueça. Que se esqueça completamente de mim, por não suportar mais o peso e a responsabilidade de ser um porto seguro.
É mais fácil caminhar sozinha.
Vazia.
Sem rumo.
Apenas esqueça, para que sua lembrança não me traga de novo à vida.
Não suportaria reviver o passado.
A saudade fez de mim um ser complexo, esculpido pelas tormentas de um destino zombeteiro.
Por favor, não me aprisione. Eu preciso continuar a seguir o meu caminho e me libertar destas lembranças que devastam meu peito.
Peço que me deixe partir.
Porém ainda tem tanta coisa a ser dita por esse choro oprimido...
Liberte-me.
Permita que eu rompa em lágrimas desesperadas. Não suporto mais as tristezas e dúvidas que me rodeiam.
Deixe-me seguir em frente."
E por aí vai...
17 de fev. de 2010
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